Pelados em Santos, Mamonas e o Flamengo: tudo a ver
mamonas
Achei um espetáculo a torcida do Flamengo lembrar da genialidade de Dinho, dos Mamonas Assassinas.
Conexão suburbália-Guarulhos-alegria-Leblon.
Mostrou-se uma torcida nacional, universal, leve, plural, multifacetada, moderna, adepta ao que dá de alegria, venha esta alegria de onde quer que se imagine.
Particularmente, acho que a segunda parte de Robocop Gay é de se escrever em um quadro para gravar.
Para gravar e pendurar.
Pós-moderno (assim, com hífen, confreira Lígia Kas)
Quando entro no embalo, vou:
abra a sua menteeeeeeeeee
gay também é genteeeeeeeee
baiano faz oxenteeeeeeeeee
e come vatapááááá…
acho isso uma coisa espetacular.
um ritmo, uma coisa sublime…
Ritmo de texto (antes de tudo) que segue pelo final todo, como quem sabe das coisas.
Acho Dinho um gênio rigoroso do texto pós-moderno.
Mamonas Assassinas – talvez meu confrade André Forastieri, um dos melhores rabiscos da praça, não saiba – é pós-moderno.
De forma que fico orgulhoso da liberalidade da magnética rubro-negra.
Conosco, nesta reta final, foi e é assim:
Com meu manto sagraaaaaaaado…
E a bandeira na mãããooooo…
O Maraca é nooooosso….
E vai começar a feeeetaaaa…
O pressuposto da ética
A vicissitude da estética.
Alegria. Casamento sublime.
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